A Ilha
Vi o azul e o gris se confundirem traz meus olhos. Meu mar sem vida escorre em cachoeiras místicas, solidão de meus olhos. O cosmos estético se esvai no medíocre dentro de minhas lágrimas; e Possêidon, funesto, se apaixonou por meus olhos. Meu azul, meu gris, mar medíocre de solidão, mortalha fétida e vazia. Oh, Possêidon! A cada passo que dou em tuas praias eu me vejo mais só, continuo só, eternamente só! E clamo à tua surdez, ao escândalo do teu silêncio sobre a bruma amorfa que toca meus pés. Como a ilha me vejo só, cada vez mais só, eternamente só, pelo pulso dos séculos só. És meu Aqueronte, tuas águas frias encobrem meu corpo Elísio em meu Tártaro abandono. Estou livre porem só, sempre só, irremediavelmente só.
o que comentar?... sei lá por que , mais tem algo aqui mais importante, ao meu ver, do que as proprias palavras. Não me atrevo a divagar sobre o que seja, e nem sei se poderia. Vou chama-lo simplesmente de "Misterio", esse que se esconde não "EM", mas "ENTRE" as tais palavras e/ou notas, esse que da forma a algo de mais humano que tenho enredado em minha escência... misterio,misterio misterio...
bom , a final a vida é uma grande pergunta, não é?
Talvez alguma ilha nunca estece tão cheia de significados...
ResponderExcluirEm palavras a solidão...
ResponderExcluirNa ilha mais lírica e sinestésica senti!
Realmente no gris de seus olhos me vi...
No oceano do seu azul,John,muitos mistérios estão...